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Globo, SBT e Figueiredo

 

Um fato interessante sobre a história do Brasil e a criação do SBT: o presidente João Figueiredo (meu avô) tinha uma relação de amizade com o Roberto Marinho, principalmente centrada no amor que ambos tinham por cavalos.

Quando foi eleito (sim, eleito), avisou de antemão ao amigo que não daria nenhuma nova concessão à Globo, por ela já concentrar demais das comunicações do país. E assim fez. Todo mundo ganhou concessão: Bloch, Saad, Silvio Santos…e nadinha para a Globo.

Aliás, foi a concessão ao Silvio Santos o motivo do rompimento definitivo de qualquer relação. Logo ao saber do fato, Marinho ligou desaforado e soltando os cachorros para o presidente, que não aturou e mandou o dono da Rede Globo “tomar no centro do cu”, nestes termos, com todas as letras.

Coincidência ou não, façam vocês mesmos uma pesquisa nos jornais da época e verão a mudança drástica de postura no noticiário global, logo depois da concessão do SBT. O massacre da Globo ao meu avô faz com que hoje pareçam até compadres do presidente Michel Temer. Ah, e ao contrário do que o seu professor de história possa ter te ensinado, não havia censura.

Não posso deixar de pensar algumas coisas:

1. Em tempos onde descobrimos amizades como as de Lula e Leo Pinheiro, como deveria ser bom viver em um país onde o presidente pensava apenas na nação e não nas suas amizades pessoais! Ainda que isso significasse a ira do vingativo dono da empresa que comandava 90% das comunicações do país.

2. De lá para cá a Rede Globo deixou de ser só uma empresa de comunicação que usava seu poder para defender o interesse dos seus donos, sem escrúpulos, para ser uma empresa que, além de defender o interesse de seus donos, gosta de brincar de ser agente de engenharia social, com ainda menos escrúpulos.

3. Mesmo depois de tanta pancada da Rede Globo e de três décadas de adestramento socialista nas escolas e universidades, não tenho dúvidas de que, caso se candidatasse em 2018, meu avô seria eleito presidente no primeiro turno.