Jaguar

Ainda sobre a ditadura, Jaguar contou sobre o período em que foi preso. “Em 69, todo mundo foi preso. Me escondi na casa do Flávio Cavalcanti, eu e a Leila Diniz. O Paulo Francis ligou: ‘Eles falaram que só soltam a gente se você se entregar. A sua consciência responde’, disse o Francis. Nem tive o gostinho de ser preso, resistir à prisão. Paguei um táxi pra ir pra prisão. Lá na Vila Militar. Foi uma nota preta”.

“Quando cheguei na porta da Vila Militar, parei. Fui no bar. Tomei um porre. Depois me apresentei. Fiquei três meses preso. Dizem que estou fazendo piada, mas foi o melhor período da minha vida. Levei ‘Guerra e Paz’. Onde você vai ler ‘Guerra e Paz’?”, brincou, afirmando também que não foi torturado.

“Foi um período maravilhoso. E com pinta de herói. Quando saímos, as moças ficaram maravilhadas. Ziraldo não gosta que eu conte essa história. Eu subornava os guardinhas e eles me traziam cachaça. O coronel, que chefiava, dizia: ‘não sei o que vocês fizeram, mas vocês são ótimos’. Eu tapava a mão para falar com ele por causa do bafo de cachaça. Foi todo mundo solto. Eu saí direto pro baile de Réveillon. Me deram tanta cachaça que eu só acordei três dias depois”, contou.‏

http://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2014/07/30/na-flip-jaguar-conta-sobre-briga-em-que-chico-buarque-cuspiu-em-millor.htm

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