Priscila Garcia

Meu filho, o regime militar obviamente FOI uma ditadura, lógico.
Mas NÃO FOI um regime, ou uma ditadura, SANGRENTA.
Matou em média VINTE pessoas/ano: 400 em 20 anos.
O comunismo matou mais de UM MILHÃO por ano: de 1917 até hoje, foram mais de CEM MILHÕES de mortos, fora os perseguidos, os presos etc.
Enfim: o regime militar no Brasil CONTEVE, evidentemente, uma revolução comunista que teria sido uma hecatombe. Assim mesmo, plácido e pacato, não conseguiu deter totalmente as ações dos grupos armados, que mataram pelo menos 150 pessoas no mesmo período, isso FORA os chamados “justiçamentos”, casos em que os comunistas matam seus próprios companheiros por suposta traição.
VÁRIOS que são contados como tendo sido mortos pelo regime foram, na verdade, “justiçados” por seus camaradas comunistas.
Enfim, é uma história inteiramente DIVERSA da que existe hoje no imaginário popular, inventada pela propaganda da disinformatsyia.
Eu sugiro que leiam o testemunho insuspeito do Jaguar, preso político da época: nem TODOS os casos de prisão foram iguais ao dele, mas MUITOS foram deste tipo.

Entrevistador: Já o tempo na prisão (em 1970) não deve ter sido tão divertido…

Jaguar: “O quê? Fiquei três meses na Vila Militar. Nunca bebi tanto. Não é piada: foi a fase mais feliz da minha vida. Acordava e pensava: “O que tenho para fazer hoje? Porra nenhuma!” Subornava os guardas para ter cachaça. Bebia do gargalo e jogava num matagal atrás da cela. Consegui ler 60 páginas de “Ulisses”. Depois não retomei. “Ulisses” ou você lê na prisão ou não lê. O Paulo Francis e o (fotógrafo) Paulo Garcês vinham com uns pedaços de pau e apontavam para mim, imitando colonizadores: “Look… this is almost human!” (Olhe… isto é quase humano!) Quando fomos soltos no réveillon de 1970, fui espiar o matagal, e tinha uma pirâmide de garrafas. O coronel responsável vinha perguntar se eu estava sendo bem tratado, eu tinha que tampar a boca por causa do bafo. “O que houve?”, ele perguntava, e eu dizia que era dor de dente. Ele oferecia dentista e eu recusava, explicando que preferia a dor ao dentista. Era tão divertido! Depois o coronel foi exilado para Goiânia porque tinha tratado bem os intelectuais. Coitado.”

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